Hoje,conversando com um amigo sobre o materialismo,pude refletir sobre a efemeridade da vida e a insensatez da matéria. Precisamos da quantidade,do concreto,do vil metal. Mas é algo abstrato que nos anima,que nos mantém vivos. A saúde é um bem que não se compra. Precisamos cultivá-la.
O intelecto é fruto das nossas opções pelo pensamento,pela iluminação.E não há dinheiro no mundo que pague a sensação de ler Nietzsche ou Eça de Queiroz...mesmo que seja emprestado de alguém.
Não precisamos de muitas coisas,embora passemos a vida em busca dos excessos. Se posso ter um barco,quero um iate.Se posso ter uma casa confortável,trabalho a vida inteira para adquirir uma mansão e por aí vai...essa necessidade é inerente ao ser humano.
E isso nos trouxe também o progresso.
Nada é demasiadamente ruim. Nada é vulgar em definitivo.
Mas na hora do último suspiro,não encontraremos caviar beluga, nem Krug, Clos du Mesnil ,para brindarmos nosso corpo já sem vida. E este corpo já sem vida,irá de encontro à fria lápide. E nossa alma,deparará apenas com a consciência que um dia acreditamos desnecessária,mas que fará grande diferença ao embarcamos rumo ao progresso espiritual...
É, isso resume bem a questão. Mas como se encontra o equilíbrio entre metas progresso pessoal e o excesso materialista, no sentido mais amplo da palavra? Imagino que se existe, deve ser uma linha tênue e muito escorregadia, por conta da nossa tendência humana de se superar e superar os outros, e a intensidade dessa força é hiperbólica. Quando frear o impulso de ir para frente?
ResponderExcluirCreio,amigo,que o momento de frear este impulso natural é quando percebemos que a busca pelo progresso individual se torna altamente agressiva e competitiva. No momento em que nada nos satisfizer,aí sim,é hora de frear.
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